quinta-feira, 9 de junho de 2016

Atemporal

Loucura é perceber que escrevo para você como se fôssemos aqueles dois poetas loucos que caminhavam numa ponte entre suas janelas anteontem.
Não entendo muita coisa.
Mas me entendo quando recolho meus pedaços e, em léxicos, os assopro pra você.

domingo, 5 de junho de 2016

Devorei as poesias que costumava derramar pelas esquinas quando minha fome ficou maior que minha capacidade de produzir alimento.

E vida ficou menos colorida e mais acadêmica. Menos filosófica e mais científica. Menos poética e mais material.




"Estou ficando cego de tanto enxergar

estou ficando surdo de tanto escutar

Nao como, não durmo
não durmo, não como
não como, não durmo
não durmo, não como"

Titãs - Au au

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sua teimosia, meu desespero

Você é calmo como um final de tarde, retendo as cores do poente em seus olhos para brilhar pra mim pelas ruas, quando a noite me assusta.
Você é terra e Vênus, árvore frondosa sem raiz.
E eu sou toda a água do mundo que vem se debater e arrancar as tuas folhas, só pelo prazer de vê-lo brotar mais uma vez.
Gosto quando a gente dança, parece que se renova. Parece que tanto faz o mundo, o chão ou essa água onde eu afogo você.
Gosto também de quando a gente esquece que já fomos de tantas vidas e tanto mundo, se deita, e espera que o outro perdoe a teimosia e o desespero que nos consome dia após dia

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Bom dia de segunda!

Acordei e me alonguei ao sol
Brinquei de ser lagarta
Você brincou de localizar o "aqui"
e apareceu na minha montanha
Bebi gotas de cachoeira num abraço de despedida
deixando algumas pra você levar na toalha
E parti sorrindo

sábado, 13 de junho de 2015

Pedalei.
Militei.
Comi a terra.
Voltei e me sentei com o povo, molhado de sol.
Segui o som do trio, tentei dançar.
Mas a música não era pra você.
Me enchi de tanto. Fui o muito que podia ser.
Mas nao pude te contar nada,
pois seus ouvidos estavam vazios de mim
E minha boca sedenta de absurdo!!


(não sou tudo)

sábado, 14 de março de 2015

lembrança

Quem sou eu hoje,
além da flor à espera da borboleta
a bandeira ansiosa pelo convite para dançar com o vento
o caderno faminto de poesia
a menina namorando qualquer coisa que não seu próprio momento presente?

Estou começando a misturar sonho e realidade, duvidar da lembrança
e odiar os sábados...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

E de mim

Se elas deixaram de escorrer de mim
Foi por as ter guardado..
No fundo de qualquer espaço que deixei em branco
Só para poder lembrar-me de alguma coisa na  inconsciência de nunca mais ser aquela que cuspia poesias
Ter-me esquecido de todas
E de mim.