domingo, 18 de novembro de 2018
terça-feira, 13 de março de 2018
Porto Seguro
Quando o teto do meu mundo desabou eu corri de chinelos para sua casa.
Você não podia abrir o guarda-chuva dos teus braços então me ofereceu o maior dos sorrisos que havia guardado nos bolsos da bermuda.
Então esperei na cozinha, tomando café com bolachas de água e sal.
E logo você me trouxe outro sorriso que jogamos nas xícaras, e fez com que seu abraço fosse o lugar mais seguro da cidade.
E saímos pagar contas...
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Porquê não escrevo
Escrevo para expulsar pequenas confusões inúteis de dentro do espaço sagrado da minha caixa craniana; eternizar cores que apenas meus olhos veem e personagens de enredos que só existem no meu mundo desgastado.
Escrevo pra dar sentido ao tempo que passo acordada provando que estou viva.
Escrevo para que sobre mais espaço para o ar, porque preciso dele e ele de um sistema respiratório.
...
Tenho respirado bem.
Por dois, ou talvez três.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Descendo ou subindo a colina
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Qualquer madrugada dessas semanas
domingo, 17 de dezembro de 2017
O que eu fiz com o domingo que você me deu
Seus olhos castanhos lhe contaram coisas que ela nunca tinha visto em si mesma.
Atrevido como era, pegou toda a loucura dela e fez espuma, ensaboando seus pequenos crimes para que os vissem escorrer. Compôs-lhe pequenas poesias enquanto secava o álcool de suas veias com seu hálito quente. Afiou a língua com filosofia e lhe provou que o pessimismo pode ser uma das maneiras mais belas de sobreviver.
E então ela chorou, pois já não queria mais ser menina.
Suas lágrimas molharam a terra que ele arou para que ela plantasse seus novos propósitos.
E então desligaram o telefone.
...
Ele havia lhe dado um dia, o primeiro dia de sua vida, justamente um domingo.
E ela dormiu seu primeiro sono.
E então despertou, terminou um livro, começou outro, se cansou de ler. Descalçou os sapatos e correu na chuva.
Achou graça no jeito que o seu vestido balançava com o vento. E dançou no ritmo das folhas ao som daquela música amedrontadoramente maravilhosa que assobiava em seu coração.
E quando o sol declarou sua despedida, beijando apaixonadamente a ponta das árvores, sentou-se com um copo de café para ver os passarinhos.
Curiosamente seu lugar preferido durante todos aqueles anos dava vista para a casinha onde ele morou. Começou a se lembrar dos milhares de poemas que compôs para aquela montanha e para as cores que só existiam nela. Lembrou também de quando eram crianças e da timidez dele lhe esperando calado no mata-burro, todos os dias.
Sorriu, e foi cuidar das galinhas.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
La Complicidad (Soy El Verbo) - Perota Chingo
E quando você me nomeia sente vontades
Sou a nova alternativa contra contaminação
E você é a energia que me carrega
Sou um bosque que dá sombra a sua casa
Um vento suave que lhe acaricia o rosto
De todos seus sonhos, negra, sou a manifestação
Você é essa liberdade sonhada
Sou a serenidade que leva a meditação
E você é esse tão sagrado mantra
Sou este joguinho e remendos que te baixa a pressão
E sempre que sobe você me chama, já
Tira o lençol, saia da cama
Vamos conquistar toda a casa
De tudo que você se acostuma sou a contradição
Acredito que isso é o que te chama
A cumplicidade é tanta
Que nossa vibrações se complementam
O que você tem me faz falta
E o que tenho te faz ser mais completa
A afinidade é tanta
Olho pros teus olhos e já sei o que pensas
Eu te amo porque você é tantas coisinhas bonitas
Que me fazem acreditar que eu sou
Sou o fermento que faz o coração crescer
E tua vitamina que me faz falta
Sou o orvalho que se instala em sua vegetação
E tua terra fértil que está escassa
Sou a areia branca que cobre tua praia
Toda a folhagem que dá vida ao seu mapa
De toda ideia criativa sou a gestação
Você é a utopia de sua vocação
A cumplicidade é tanta que nossa vibrações se
complementam
O que você tem me faz falta e o que tenho te faz ser
mais completa
A afinidade é tanta
Olho pros teus olhos e já sei o que pensas
Eu te amo porque você é tantas coisinhas bonitas
Que me fazem sentir muito bem
O que sou, sou a loucura que te estremece, sou seu vício
E você é minha felicidade, minha calma
Sou uma colônia que vai em busca de liberdade
E você é essa dose de esperança
Sou a cordilheira que na distância lhe cura a visão com
sua elegância
De todo louco que tenta sou a frustração
Você é o desafio que me encanta
A cumplicidade é tanta que nossa vibrações se
complementam
O que você tem me faz falta e o que tenho te faz ser
mais completa
A afinidade é tanta
Olho pros teus olhos e já sei o que pensas
Eu te amo porque você é tantas coisinhas bonitas
Que me fazem sentir muito bem