terça-feira, 18 de outubro de 2016

domingo, 16 de outubro de 2016

Só por hoje

Me levantei do torpor e comecei a me despedir de todos. Eram duas da manhã. Ele pediu carona. Eu assenti. Ele dispenaou todos que não fossem eu e saímos a procura de nossa própria companhia.
.

Ele era euforia, desejo e confusão. Eu era qualquer coisa solta no vento. Ele pediu um beijo. Eu não tive tempo para responder.

...










Só por hoje

Me levantei do torpor e comecei a me despedir de todos. Eram duas da manhã. Ele pediu carona. Eu assenti. Ele dispensou seu parceiro e saímos a procura de nossa própria companhia.
.


Ele era euforia, desejo e confusão. Eu era qualquer coisa solta no vento. Ele pediu um beijo. Eu não tive tempo para responder.


...














quarta-feira, 7 de setembro de 2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Atemporal

Loucura é perceber que escrevo para você como se fôssemos aqueles dois poetas loucos que caminhavam numa ponte entre suas janelas anteontem.
Não entendo muita coisa.
Mas me entendo quando recolho meus pedaços e, em léxicos, os assopro pra você.

domingo, 5 de junho de 2016

Devorei as poesias que costumava derramar pelas esquinas quando minha fome ficou maior que minha capacidade de produzir alimento.

E vida ficou menos colorida e mais acadêmica. Menos filosófica e mais científica. Menos poética e mais material.




"Estou ficando cego de tanto enxergar

estou ficando surdo de tanto escutar

Nao como, não durmo
não durmo, não como
não como, não durmo
não durmo, não como"

Titãs - Au au

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sua teimosia, meu desespero

Você é calmo como um final de tarde, retendo as cores do poente em seus olhos para brilhar pra mim pelas ruas, quando a noite me assusta.
Você é terra e Vênus, árvore frondosa sem raiz.
E eu sou toda a água do mundo que vem se debater e arrancar as tuas folhas, só pelo prazer de vê-lo brotar mais uma vez.
Gosto quando a gente dança, parece que se renova. Parece que tanto faz o mundo, o chão ou essa água onde eu afogo você.
Gosto também de quando a gente esquece que já fomos de tantas vidas e tanto mundo, se deita, e espera que o outro perdoe a teimosia e o desespero que nos consome dia após dia